Em “O inferno musical” (último livro de Alejandra Pizarnik, publicado em , um ano antes de sua morte), a poeta argentina escreveu: “Quem me dera viver somente em êxtase, fazendo o corpo do poema com meu corpo, resgatando cada frase com meus dias e com minhas semanas”. Esse fragmento tem um ar surrealista, entendido uma continuidade entre o caminho criativo e a experiência de vida da poeta. Mas, acima de tudo, resume aquela já famosa intensidade com que Alejandra escreveu. Um processo em que a leitura de diferentes tradições, a escrita cuidadosa, a da poesia ferramenta para perfurar pas da linguagem e o reconhecimento de que tudo o que ela tentava captar no papel tinha que partir de si mesma, mas se transmutar em algo mais do que memória ou escavação psicanalítica; tornado em experiência poética, com os outros. [O livro traz prefácio de Laura Erber e posfácio do tradutor Davis Diniz]
#Autor: PIZARNIK, ALEJANDRA
#Páginas: 108
#Encadernação: Brochura Costurado