Como as elites brasileiras liam o território nacional no século XIX? Como viam a nação a construir, já que propunham banhar os bárbaros do sertão com as águas civilizadoras do Atlântico? Quais problemas que identificavam sendo os mais urgentes do ponto de vista estratégico, ou político para o Estado? Quais as dissensões políticas entre os engenheiros passíveis de serem percebidas nas soluções técnicas apresentadas por eles? Como o discurso técnico em torno das vias de a construir ganha importância política nas últimas duas décadas do Segundo Reinado?
Este livro procura responder essas questões. O pesquisador Manoel Fernandes, numa ambiciosa investigação que une história e geografia, volta-se ao passado para entender a construção da malha viária do Brasil. O livro mostra a manutenção da integridade territorial e, também, de uma perspectiva de expansão das fronteiras – colocou-se sendo a mais emergencial das tarefas das elites políticas brasileiras do Império.
Não se herdava da colônia, afinal, apenas um território em vias de fragmentação, mas uma sociedade estruturada sobre o trabalho dos escravizados, vastos fundos territoriais em disputa na região do rio da Prata e um Estado por construir sobre as ruínas da antiga condição de colônia.
#Autor: Manoel Fernandes de Sousa Neto
#Páginas: 264
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2012