A sucessora une prosa intimista e psicológica ao dar voz a uma protagonista feminina: Marina, uma jovem recém-casada que após uma romântica lua de mel muda-se para a mansão do marido, o milionário Roberto Steen. Ao entrar em sua nova residência, depara-se com um imponente retrato de Alice, a primeira mulher de Roberto, falecida poucos meses antes de Marina e ele se conhecerem. Alice era dona de uma personalidade exuberante e um ícone da sociedade carioca, enquanto Marina, criada na fazenda da família, sempre levou uma vida simples e distante dos costumes liberais da cidade grande. Marina é então invadida por sentimentos de insegurança e inadequação. Afinal, numa vida em que todos – involuntariamente ou nem tanto – a à primeira Madame Steen, será que seu amor por Roberto resistirá ao fantasma de uma mulher tão especial?
A sucessora é um romance envolvente escrito por Carolina Nabuco, uma das primeiras mulheres brasileiras a atuar escritora. Publicado em , alcançou grande sucesso editorial, recebendo várias reedições no Brasil. Em , com o Oscar de melhor filme para Rebecca, a mulher inesquecível, do diretor Alfred Hitchcock, um debate internacional teve início: o romance que inspirou o filme, da inglesa Daphne du Maurier, publicado em , teria sido plágio de A sucessora. A semelhança entre os romances foi reconhecida por críticos literários da época, e não se trata de mera coincidência: antes da publicação, Carolina Nabuco enviou ao agente literário da escritora inglesa os originais de seu livro, traduzidos por ela mesma para o inglês. Nabuco, contudo, preferiu evitar conflitos judiciais.
Décadas mais tarde, a narrativa de A sucessora foi adaptada para o formato de telenovela por Manoel Carlos e exibida com sucesso pela Rede Globo entre e , tendo Susana Vieira no papel de Marina.
QUEM FOI CAROLINA NABUCO?
Carolina Nabuco nasceu no Rio de Janeiro, em . Passou a adolescência nos Estados Unidos, onde o pai, o estadista e abolicionista Joaquim Nabuco, era embaixador do Brasil. Tornou-se importante escritora já ao publicar seu primeiro livro: a biografia de seu pai, em , obra que no ano seguinte receberia o Prêmio de Ensaio da Academia Brasileira de Letras. Apesar da educação recebida no exterior, possuía um espírito altamente brasileiro. Atuou escritora e tradutora e levou uma vida discreta. Não se casou nem teve filhos. Além de A vida de Joaquim Nabuco e de A sucessora, é também autora, entre outros livros, de Chamas e cinzas (romance, ), Visão dos Estados Unidos (viagem, ), Santa Catarina de Sena (biografia, ), A vida de Virgílio de Melo Franco (biografia, ), Retrato dos Estados Unidos à luz da sua literatura (crítica literária, ), O ladrão de guarda-chuva e dez outras histórias (coletânea de contos, ) e Oito décadas (memórias, ). Em , recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Quatro anos depois, em agosto de , faleceu em decorrência de um ataque cardíaco, aos 91 anos, em sua casa na rua Marquês de Olinda, no Rio de Janeiro.
POR QUE LER ESTE LIVRO?
• Carolina Nabuco foi uma das primeiras mulheres brasileiras a atuar escritora.
• Foi publicado pela primeira vez em .
• Em , com o Oscar de melhor filme para Rebecca, a mulher inesquecível, do diretor Alfred Hitchcock, um debate internacional teve início: o romance que inspirou o filme, da inglesa Daphne du Maurier, publicado em , teria sido plágio de A sucessora.
• A semelhança entre as obras foi reconhecida por críticos literários da época, e não se trata de mera coincidência: antes da publicação, Carolina enviou ao agente literário da escritora inglesa os originais de seu livro, traduzidos por ela mesma. Nabuco, contudo, preferiu evitar conflitos judiciais.
• Em , a narrativa de A sucessora foi adaptada para o formato de telenovela por Manoel Carlos.
#Autor: Carolina Nabuco, Fabiana Yoshikawa, Mauro Alencar, Fabiana Yoshikawa (Capista)
#Páginas: 200
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2018