Entre e , já dedicando-se inteiramente à literatura, a até então poeta Hilda Hilst () escreve, de um fôlego só, oito peças de teatro. Estamos em pleno período do endurecimento da ditadura militar, com a perda das garantias individuais diante de um Estado autoritário. Toda sua obra dramatúrgica ecoará essa época. Em “A morte do patriarca” (), temos uma alegoria filosófica: o Demônio é personagem, e a humanidade se encontra num estado de total desesperança. Já em “O verdugo”, do mesmo ano, o carrasco de uma aldeia hesita em executar o Homem, que professa discursos revolucionários e é amado pelo povo. Aqui, em outras obras, a autora se debruça sobre a solidariedade princípio humanizador incondicional. Cinco décadas depois de escrito, o teatro de Hilda Hilst mostra-se totalmente atual – e mais necessário do que nunca.
#Autor: Hilda Hilst
#Páginas: 176
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2018