A paz é quase sempre um período de “trégua” que dura o tempo imposto pela expansiva” dos ganhadores, e pela necessidade de “revanche” dos derrotados. Este tempo pode ser mais ou menos longo, mas não interrompe o processo de preparação de novas guerras, seja da parte dos vitoriosos, seja da parte dos derrotados. Por isso se pode dizer, metaforicamente, que toda paz está sempre “grávida” de uma nova guerra. Apesar disso, a “paz” mantém-se um desejo de todos os homens, e aparece no plano da sua consciência individual e social uma obrigação moral, um imperativo político e uma utopia ética quase universal. Nesse plano, a guerra e a paz devem ser vistas e analisadas dimensões inseparáveis de um mesmo processo contraditório, perene e agônico de anseio e busca dos homens, por uma transcendência moral muito difícil de ser alcançada. José Luís Fiori
#Autor: nan
#Páginas: 472
#Encadernação: Brochura